As tecnologias e tendências que moldam o supermercado do futuro

As tecnologias e tendências que moldam o supermercado do futuro

As empresas de alimentos terão de mudar para se manterem competitivas – on-line, na loja e também nas instalações de triagem e processamento. Bjorn Thumas, Diretor de Desenvolvimento de Negócios de Alimentos da TOMRA Food, analisa o que podemos esperar a nivel global, assim como João Medeiros, Gerente Comercial da TOMRA Food Brasil prevê algumas mudanças no mercado brasileiro já num futuro próximo com grandes perspectivas para o setor.
 
Mudanças disruptivas estão chegando aos supermercados e isso terá um efeito cascata em toda a cadeia de mantimentos da indústria alimentícia. Inovações técnicas on-line e na loja, mudando as demandas do consumidor irão remodelar o supermercado do futuro. E esse futuro está se aproximando rapidamente.
 
A prova de que estamos à beira de uma revolução nos supermercados veio no ano passado, quando a gigante do comércio eletrônico, a Amazon, investiu US$ 13,7 bilhões na aquisição da cadeia de supermercados Whole Foods Market. Isso promete ser um divisor de águas no varejo de alimentos. E não é só em escritórios de aparência descolada em Seattle, onde o supermercado está sendo reinventado: outras empresas especializadas já realizam pedidos de compras on-line, entregando-as diretamente às portas dos clientes, e mais empresas entrarão na onda.
 
Focando o mercado brasileiro, apesar dos modestos números comparando com alguns outros países, o futuro mostra-se bastante promissor. De acordo com um estudo da Tetra Pak Index lançado recentemente, a compra de alimentos e bebidas em plataformas digitais, o chamado supermercado online, passará por forte crescimento nos próximos anos. No mundo, o modelo de compra movimenta, atualmente, US$ 44,5 bilhões, com projeção de crescimento de 17,4% até 2022. No Brasil, as vendas pelo canal registram US$ 75 milhões, com participação de 0,2% quando relacionado aos demais canais de compra. Até 2022, a expectativa é que o canal online avance 6,5% no país.
 
No cenário apresentado, o Brasil é classificado como um país ainda resistente ao supermercado online. Localmente, a compra de alimentos e bebidas ainda está bastante concentrada nos canais tradicionais (pequenos empreendimentos independentes, adegas e mercearias), com participação de 37,3%, e nos canais modernos de comércio (supermercados, hipermercados e lojas de conveniência), com 51,8% de participação atualmente.
 
Para João Medeiros, Gerente Comercial da TOMRA Sorting Food Brasil, “estamos perante uma oportunidade única para aumentar esse crescimento, mas de forma sustentável e que acrescente qualidade aos consumidores. Nesse campo, a TOMRA desempenha um papel importante, oferecendo tecnologia de ponta para aumentar a performance de seleção dos produtos em vários pontos da cadeia da indústria alimentícia, desde seleção de matérias primas, até produtos processados, aumentando assim a segurança alimentar e consequentemente diminuindo o receio das pessoas em comprar os seus produtos on-line”
 
Redes tradicionais de supermercados que possuem lojas físicas, vendo que estão em risco de perder poder e lucros nessa revolução, estão fortalecendo suas próprias capacidades de comércio eletrônico. O valor atribuído ao Whole Foods Market pela Amazon terá sido um sinal de alerta: cadeias estabelecidas de varejo de alimentos devem usar dados de CRM para aumentar as vendas. É verdade que a Whole Foods Market tem lojas apenas nos EUA e no Reino Unido, e que os inovadores on-line de hoje, como a Instacart, são em grande parte baseados nos EUA – mas a mudança para vender mais alimentos on-line varrerá rapidamente as nações desenvolvidas.
 
Durante a próxima década, o mercado global de e-commerce de supermercados deverá crescer a uma taxa anual de 13,5%, de um valor anual de €43 bilhões para €135 bilhões até 2025. Analistas de negócios observam que embora os players de e-commerce estão fazendo esforços para estabelecer uma posição nos EUA e na Europa, eles enfrentam sérios desafios porque o mercado de mantimentos existente está saturado e as margens são baixas. Isso significa que o crescimento global do comércio eletrônico de alimentos será impulsionado pela Ásia, onde há maior disposição do consumidor para comprar mantimentos on-line, combinado com a rápida urbanização, baixos custos trabalhistas e um mercado varejista relativamente pouco desenvolvido.
 
 
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Fonte: http://envolverde.cartacapital.com.br/as-tecnologias-e-tendencias-que-moldam-o-supermercado-do-futuro/

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