Assistentes de voz são a próxima tendência no varejo após e-commerce e apps

Assistentes de voz são a próxima tendência no varejo após e-commerce e apps

Prepare-se: após fazer compras online em e-commerces ou pelo smartphone, através de aplicativos, o próximo passo é que você compre o produto que deseja através de comandos de voz. De acordo com Ana Helena Szazs Barone, líder na Ebit|Nielsen, os assistentes virtuais são o futuro do varejo.
 
Esse futuro parece distante, pois os assistentes de voz ainda não são vendidos no Brasil. Mas a Amazon já vendeu mais de 100 milhões de dispositivos com a Alexa, sua assistente de voz, no mundo. É apenas questão de tempo – e os assistentes aprimorarem o português – para que estes dispositivos cheguem no país. Até lá, espera-se que problemas de privacidade dos usuários sejam resolvidos.
 
Superadas essas barreiras, a expectativa é que os assistentes de voz sejam rapidamente adotados devido à conveniência. Esse é um dos pontos positivos já oferecidos pelos aplicativos de compra nos smartphones, iniciativa que segue em pleno crescimento. De acordo com a Ebit, o número de pedidos de compra feitos através de smartphones ou tablets cresceu 41% de 2017 para o ano passado.
 
Na prática, 4 em cada 10 pedidos feitos em lojas online foram feitos através dessas plataformas em 2018. Como os assistentes virtuais virão para substituir tarefas simples que antes recorreríamos ao celular, como mandar mensagens, marcar reuniões na agenda ou até mesmo ouvir música, a expectativa é que “fazer compras” também vire uma tarefa amplamente adotada - principalmente quando o usuário já conhece todas as especificidades do produto que deseja.
 
“Não dá para baixar os aplicativos de todas as lojas. As compras pelos smartphones podem ser feitas em ‘qualquer hora, qualquer lugar’, enquanto com os assistentes de voz será em ‘toda hora, todo lugar’”, comentou Ana Helena Barone em sua palestra no VarejoTech da StartSe que acontece nesta quarta-feira (7). A Ebit é a empresa da Nielsen sobre dados e reputação de lojas virtuais.
 
Em “toda hora, todo lugar”, porque a expectativa é que você tenha um assistente de voz na cozinha, para te ajudar em receitas e a cozinhar - e que inclusive seu microondas seja capaz de atender aos comandos. Outro dispositivo no quarto, para acender e apagar as luzes ao seu comando, ouvir música e realizar ligações, e outro no carro, para realizar tarefas sem que você precise tirar as mãos do volante. A Amazon vendeu um milhão de dispositivos Echo Auto antes mesmo de lançá-lo oficialmente nas lojas.
 
Em abril deste ano, o Walmart dos Estados Unidos realizou uma parceria com o Google para que seus clientes possam utilizar o Google Assistente (assistente de voz da empresa) para adicionar produtos em suas listas de compras. “Ok Google, fale com o Walmart” é a voz que “o acorda” – depois, o cliente precisa apenas listar em voz alta o que deseja. Depois, eles decidem se querem realizar a compra online ou através do “pick-up”, em que podem buscá-la pessoalmente no supermercado, sem sair do carro.
 
“No Brasil, há um oceano lindo para ser explorado porque não temos um varejista que está trabalhando com assistente de voz”, afirma Barone. Por enquanto.
 
Fonte: https://www.startse.com/noticia/nova-economia/67494/assistentes-de-voz-ecommerce-mobile

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