Ativismo dos CEOs e benefícios para as marcas

Ativismo dos CEOs e benefícios para as marcas

Rupturas, abalos e rearranjos sociais têm transformado a maneira pela qual nos relacionamos com as instituições, sejam elas públicas ou privadas. Quando falamos de empresas, o imperativo da transparência tornou natural o crescente questionamento em relação ao que está por trás de cada produto, serviço e — claro — comportamento empresarial. Se, por um lado, os indivíduos pagam mais e se abrem para um vínculo duradouro com as marcas preocupadas em criar um laço com eles, por outro o preço é alto: é preciso posicionar-se o tempo todo.
 
Um mundo de narrativas em guerra, com múltiplos pontos de vista, traz para o centro do debate a necessidade de ter uma opinião sobre tudo. No inflamável território da opinião, os primeiros a ser cobrados são os líderes, porta-vozes máximos das crenças, valores e condutas das organizações.
 
No Brasil, a temperatura do debate público com a participação de CEOs subiu nas últimas eleições presidenciais. Mas a tradição de ativismo vem de longa data — basta lembrarmos a trajetória de Fabio Barbosa no Real/ABN e, contemporaneamente, de Luiza Trajano à frente do grupo Mulheres do Brasil, assim como a de Cândido Bracher, do Itaú, em seus posicionamentos sobre educação. No exterior não faltam presidentes que tratam de assuntos muito além dos números: mudanças climáticas, equidade, inclusão, diversidade e causas sociais são alguns temas no topo da agenda.
 
Marcas não são meras abstrações, mas sim grupos de pessoas que se unem em torno de uma cultura. E esse jeito de pensar e agir exige, por consequência, uma posição em torno daquilo que pauta nossas interações sociais. As áreas de comunicação e marketing de grandes companhias globais são estratégicas nesta questão, pois estão na linha de frente dessas conversas e sentem — no valor das ações ou flutuação das receitas — o peso da declaração do CEO. Para entender esse desafio, a agência Weber Shandwick, em parceria com a empresa de pesquisa KRC Research, concebeu o estudo CEO ativista ao consultar a opinião de 500 executivos de comunicação e marketing nos Estados Unidos, Reino Unido e China.
 
 
Mais tempo dedicado ao ativismo
Os resultados mostram que as marcas estão dedicando mais tempo aos posicionamentos públicos de seus executivos-chefes. Para 53% dos respondentes, suas empresas têm investido energia adicional na escolha dos momentos em que o CEO deve ou não se expressar sobre uma questão sensível. E a tendência é de crescimento: entre os mais dedicados aos posicionamentos públicos, 59% veem, nos últimos anos, um aumento no tempo dedicado à tarefa.
 
 
Nível de preparo do CEO: 2018 em relação a anos anteriores
Os executivos têm dedicado mais tempo a esse preparo. A pesquisa mostra que quatro em cada dez comunicadores demonstraram haver melhor prontidão por parte dos CEOs quanto aos assuntos públicos em relação a anos anteriores (ver quadro “Nível de preparo do CEO: 2018 em relação a anos anteriores”). Investimento em pesquisa, atualização constante de Q&As e treinamento permanente foram considerados pelos entrevistados elementos essenciais para a solidez dos pronunciamentos. A mudança frequente de cenários e a criação de novos conceitos, linguagens e variáveis geram a necessidade permanente de estar alinhado com os discursos públicos contemporâneos.
 
 
 
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Fonte: https://hbrbr.uol.com.br/ativismo-dos-ceos-e-beneficios-para-as-marcas/

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