Sistema de entrega por meio de bicicletas está cada vez mais em alta

Sistema de entrega por meio de bicicletas está cada vez mais em alta

Meio sustentável para o lazer e para o transporte do dia a dia, as bicicletas se consolidam, agora, em um novo setor: o serviço de entregas. Com novas empresas na briga para dar praticidade aos consumidores, os aplicativos de delivery para refeições, produtos de supermercado e até presentes ou itens pessoais virou uma saída para quem busca maneiras de garantir os rendimentos do mês.
 
Para entrar no sistema, basta ter o meio de locomoção. Em alguns pontos do Distrito Federal, tem sido comum encontrar ciclistas com mochilas quadradas nas costas com a marca de alguma das três principais empresas que atuam na cidade. O número de entregadores que atuam com bikes cresce a cada dia, segundo sindicatos de trabalhadores em farmácias, drogarias, perfumarias e similares (Sintrafarma-DF) e de motociclistas profissionais, autônomos e ciclistas (Sindimoto-DF).
 
Duas das três empresas de entrega de alimentos mais populares desse setor — segundo as taxas de download das lojas de aplicativos — não quiseram informar a quantidade de trabalhadores cadastrados em cada uma delas. Uma das três companhias não deu retorno à reportagem. Nenhum dos dois sindicatos consultados pelo Correio têm, até o momento, números precisos sobre quem atua na área, mas os representantes deles reconhecem que a força dos aplicativos de entregas contribui com o aumento da quantidade desses trabalhadores.
 
Morador do Guará 2, Genivaldo Pereira, 23 anos, entrou nesse nicho há pouco mais de duas semanas. Com a própria bicicleta, ele entrega alimentos na região central de Brasília. A opção pela atividade uniu a necessidade financeira à vontade de deixar o sedentarismo. “Estou até melhorando minha resistência. No Plano Piloto, há ciclovias de boa qualidade. Só é um pouco cansativo devido a algumas distâncias e subidas”, comentou o entregador.
 
Para fazer parte do sistema, é preciso se cadastrar em um dos aplicativos disponíveis e ter uma bicicleta. As entregas de pedidos são direcionadas aos ciclistas mais próximos, que, nos casos de alguns aplicativos, terão de respeitar o tempo de entrega do pedido. Em uma ocasião, Genivaldo chegou a pedalar 5,5km, da Asa Sul ao Lago Sul. Apesar disso, ele relata que não tem do que reclamar e que os retornos financeiros têm sido bons quando as taxas extras cobradas dos clientes — as tarifas dinâmicas — estão em alta. “Dá para ganhar bem, mas só quando elas estão boas, pois a aplicação multiplica a taxa pelo valor da entrega”, explicou.
 
Ponderações
Estudante de medicina veterinária na Universidade de Brasília (UnB), Talyta Agatha Pinheiro, 21, trabalha de bike em Águas Claras há pouco mais de um mês. Ela também considera a atividade positiva para combater o sedentarismo, mas, do ponto de vista financeiro, avalia que os lucros não são muito altos. “Não pagam o tanto que deveriam, mas gosto da profissão. O mínimo que recebo é R$ 5,90 por entrega. Quando passa de 1km, pagam R$ 1 a mais por cada trecho a mais”, detalhou.
 
A universitária é moradora de Vicente Pires e relata que nem sempre prefere entregar por lá devido à distância do trajeto. “Alguns aplicativos pagam menos e nos mandam para mais longe. Domingo é um bom dia para se entregar. E, sobre o tempo para entrega, não há muita cobrança. Mas os clientes podem cancelar se demorar muito”. Talyta acrescentou que, na área onde atua, não costuma enfrentar riscos no trânsito. Entretanto, ela se recorda de ocasiões em que motociclistas invadiram a ciclofaixa e atrapalharam o percurso dela e de uma amiga. “Minha amiga quase foi atropelada uma vez.”
 
 
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/03/22/interna_cidadesdf,744565/sistema-de-entrega-por-meio-de-bicicletas-esta-cada-vez-mais-em-alta.shtml 

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